A menopausa ainda é cercada por muitos tabus, principalmente quando o assunto é sexualidade. Mas um novo estudo internacional está ajudando a mudar essa conversa — e mostrando que prazer também pode ser uma forma de cuidado com a saúde.
Pesquisadores descobriram que pessoas na peri e pós-menopausa que têm orgasmos com mais frequência, especialmente através da masturbação com brinquedos eróticos, relataram menos sintomas físicos e emocionais ligados à menopausa. Entre eles estão alterações de humor, dificuldade para dormir, fadiga, ansiedade e desconfortos íntimos.
A pesquisa publicada na revista Sexual and Relationship Therapy analisou 150 participantes e observou que o uso de sex toys esteve diretamente associado à melhora do bem-estar emocional e da qualidade de vida. Segundo os autores, o prazer sexual pode funcionar como um aliado importante durante essa fase de transição hormonal.
Prazer, hormônios e bem-estar
Embora muitas pessoas associem a menopausa à perda de libido, especialistas reforçam que o desejo não desaparece necessariamente com a idade. Em muitos casos, ele apenas muda de forma.
O orgasmo estimula a liberação de hormônios e neurotransmissores relacionados ao relaxamento e à sensação de prazer, além de melhorar a circulação sanguínea na região íntima. Isso pode ajudar inclusive em sintomas comuns da menopausa, como ressecamento vaginal e desconfortos urinários.
Os pesquisadores também perceberam que participantes sexualmente satisfeitas apresentavam menos sintomas emocionais, como tristeza, irritabilidade e apatia. O estudo sugere que cuidar da sexualidade pode impactar diretamente a saúde mental durante o climatério.
Essa relação entre prazer e saúde não é novidade para quem acompanha os avanços da sexualidade positiva. Inclusive, estudos já apontam que o orgasmo pode fortalecer o sistema imunológico, reduzir o estresse e melhorar o sono. O tema é abordado no artigo “Quer evitar ficar doente? Já pensou em ter um orgasmo hoje?”.
Brinquedos eróticos deixam de ser tabu entre mulheres maduras
Outro ponto interessante é que o uso de brinquedos eróticos vem crescendo entre mulheres acima dos 40, 50 e até 60 anos. Pesquisas recentes mostram que os produtos são usados principalmente como ferramenta de autoconhecimento, conforto íntimo e facilitação do orgasmo.
Muitas mulheres relatam que vibradores e acessórios ajudam a redescobrir o prazer nessa fase da vida, principalmente porque permitem mais controle sobre estímulos e intensidade.
A procura por produtos voltados ao bem-estar sexual também acompanha essa mudança de comportamento. O assunto aparece cada vez mais em conteúdos sobre qualidade de vida e autocuidado, como no artigo “O que as pessoas mais procuram para melhorar a vida sexual”.
Além disso, marcas e especialistas vêm ampliando o debate sobre sexualidade madura e saúde íntima, reforçando que prazer não tem prazo de validade. Produtos voltados para conforto, autoestima e relaxamento íntimo passaram a integrar rotinas de autocuidado feminino, como os disponíveis na linha de Bem-Estar INTT.
A menopausa não precisa significar o fim da vida sexual
A pesquisa também chamou atenção por outro detalhe: pessoas em relacionamentos mais satisfatórios emocionalmente apresentaram menos sintomas da menopausa. Os autores defendem que afeto, autoestima, prazer e conexão emocional fazem parte da saúde integral nessa fase da vida.
Nas redes sociais e fóruns online, mulheres relatam experiências parecidas. Muitas descrevem que manter uma vida sexual ativa — sozinha ou acompanhada — ajudou na autoestima, no humor e até na forma de enfrentar as mudanças hormonais.
Ainda que o estudo não substitua acompanhamento médico, ele reforça algo que especialistas em sexualidade vêm defendendo há anos: prazer também é saúde.

